Deitada sobre aquele travesseiro - o mesmo que já havia presenciado, bem de perto, todas as lágrimas daquela menina – ela chorava, se inundando na poça que ela mesma criara sobre a fronha. Era choro de desilusão, era choro de saudade.
Cometera o mesmo erro. Erro. Era isso que ele representava. O único erro que ela gostava de cometer. O único erro em que ela persistia. E persistia porque a fazia sentir bem. Era um erro preenchido por esperanças de que a levaria ao caminho certo. Doce ilusão.
Sobre aquele travesseiro ela chorava, querendo esquecer.
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